Há um grande movimento dos laboratórios brasileiros
no sentido de obter maior qualidade. Desenvolvem-se grandes
esforços para obter selos como ISO, PALC, DICQ e ONA.
Contudo, os procedimentos básicos para a qualidade
dos laudos de exames independem, em grande medida, dessa busca,
pois todos as laboratórios clínicos precisam
oferecer qualidade mínima. O Laboratório deve
seguir as Boas Práticas de Laboratório Clínico,
garantir a qualidade de seus processos e buscar a melhoria
contínua, mesmo que a busca da acreditação
não faça parte de seus objetivos imediatos.
A Qualidade do Processo Analítico
Didaticamente, o processo analítico pode ser dividido
em três fases:
1) Fase Pré-analítica – Compreende
a indicação e requisição de um
teste, passando pelo preparo e atendimento do paciente; a
coleta e o processamento das amostras até o momento
de realização da análise propriamente
dita.
2) Fase Analítica – Compreende a análise
propriamente dita, com a utilização de métodos
válidos e devidamente calibrados e controlados. Cessa
com a obtenção dos resultados das amostras e
materiais analisados.
3) Fase Pós-analítica – Compreende a transformação
de resultados válidos em laudos corretos e oportunamente
liberados. Pode envolver ainda a comunicação
de resultados críticos e a interpretação
dos laudos pelos solicitantes.
Em todas as três fases podem ser gerados erros de importância
médica. Daí a necessidade de se implantar mecanismos
para a Garantia da Qualidade de cada uma das fases e para
todos os analitos realizados, ou enviados a laboratórios
de apoio.
São necessários também indicadores que
sirvam para verificar, por critérios técnicos
(ex: Seis Sigma) ou de benchmarking, qual a necessidade
de se realizar melhorias nos processos.
O LABConsult participa nesse esforço dos profissionais
de laboratório. É um portal de serviços
e informações criado em 1999 por patologistas
clínicos com a missão de centralizar e disponibilizar
informações e ferramentas para a melhoria contínua
da qualidade dos laboratórios clínicos brasileiros.