Noruega notifica mutação do vírus H1N1, causador da nova gripe
Autoridades norueguesas informaram no dia 20 de novembro de 2009 que detectaram uma mutação potencialmente significativa no vírus H1N1, causador da nova gripe, em três pacientes. A informação, divulgada por meio de comunicado, é do Instituto de Saúde Pública da Noruega. "A mutação poderia estar afetando a habilidade do vírus de penetrar mais profundamente o sistema respiratório, causando, assim, uma enfermidade mais séria", diz o texto, assinado por Geir Stene Larsen. Mas não haveria razão para acreditar que a mutação tenha qualquer implicação sobre a efetividade de vacinas ou drogas antivirais, ressalva o instituto.
A nova mutação foi descoberta nas duas primeiras pessoas que morreram por causa da enfermidade no país. O terceiro paciente está em estado grave. A Organização Mundial da Saúde (OMS, a agência de saúde pública das Nações Unidas) declarou que aparentemente a mutação não está disseminada pela Noruega, e que o vírus, em sua forma alterada, permanece vulnerável a remédios e imunizantes. Ainda segundo a entidade, uma mutação similar foi detectada em vírus circulantes em outros países, como China e EUA, tanto em casos graves quanto em casos mais simples. "Essa mutação tem sido detectada esporadicamente", comentou Anne Schuchat, membro do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. "Creio que é simplesmente muito cedo para afirmar o que isso pode significar em longo prazo."
Na Grã-Bretanha, especialistas estão investigando a possibilidade de que uma cepa do H1N1 resistente ao Tamiflu, medicamento indicado pela OMS para combater a nova gripe, esteja se disseminando. A informação é da Agência de Proteção à Saúde (HPA, na sigla em inglês).
Segundo o último boletim da OMS, 6.770 pessoas morreram de nova gripe.